quinta-feira, 6 de junho de 2019

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domingo, 5 de maio de 2019

Saudações de Encerramento

Saudações de Encerramento

           Vs. 12-14 – No encerramento, Pedro menciona “Silvano” (Silas), aparentemente, ele era o portador da epístola. Ele havia sido cooperador de Paulo (At 15-18), mas desde que Paulo havia sido encarcerado, ele foi encontrado servindo com Pedro. É significativo que ele seja mencionado nesta carta, que tem muito a ver com sofrimento. Ele era alguém que certamente poderia ter empatia com esses irmãos, tendo sido espancado e preso, quando ele e Paulo estavam em Filipos (At 16:23).
Pedro reafirma seu propósito ao escrever a esses irmãos: escrevi abreviadamente, exortando e testificando que esta é a verdadeira graça de Deus, na qual estais firmes”. Ele inclui saudações de sua esposa: A vossa co-eleita em Babilônia vos saúda, e meu filho Marcos”. Era o hábito de Pedro levar consigo sua esposa em seus labores (1 Co 9:5). É digno de nota que, ao cumprir sua comissão apostólica em relação à circuncisão (Gl 2:8), Pedro é encontrado na Babilônia. É onde muitos milhares de judeus foram deportados ao cativeiro babilônico, centenas de anos antes (2 Rs 24-25). Apenas 42.000 retornaram à terra de Israel nos dias de Esdras e Neemias – o restante permaneceu na Babilônia e se estabeleceu lá. Ao buscar a bênção de seus compatriotas, ele foi lá para pregar o evangelho e pastorear aqueles que foram salvos.
Pedro também envia saudações de “Marcos” (também chamado de João Marcos – At 12:12, 13:5; Cl 4:10). Ao adicionar “Meu filho”, ele revela que João Marcos havia se convertido por meio dele. Assim, Marcos era seu filho espiritual. Paulo fala de Timóteo, Tito e Onésimo da mesma maneira (1 Tm 1:2; 2 Tm 1:2; Tt 1:4; Fm 9).

Ele prescreve a esses santos o “ósculo de amor” (ARA) e lhes dá uma palavra final de “paz”.

Conforto Para os Santos que Sofrem Perseguição

Conforto Para os Santos que Sofrem Perseguição

Vs. 9b-11 – Pedro conclui suas observações sobre o assunto do sofrimento, dando algumas palavras de conforto e encorajamento a esses santos que estavam passando pelo fogo da perseguição. Sua intenção era motivá-los a irem adiante pelo Senhor, em sua provação.
Em primeiro lugar, eles não estavam sozinhos em seu sofrimento. Ele diz: sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo” (v. 9b). Assim, eles poderiam tomar coragem no fato de que, se os outros puderam suportar esse sofrimento, eles também poderiam (1 Ts 1:6; 2 Ts 1:4; 2 Tm 2:3, 4:5, etc.).
Em segundo lugar, o Deus de toda a graça” os chamara em Cristo Jesus à Sua eterna glória” (v. 10a). Assim, eles foram “chamados” por Deus para um fim glorioso com Cristo, e não havia nada que pudesse frustrar o Seu propósito. Se mantivessem seus olhos na “eterna glória” para a qual estavam viajando, isso os motivaria a suportar as provações que encontrassem ao longo do caminho. Além disso, Pedro lembra-lhes que o nosso Deus é o “Deus de toda a graça”, e assim Ele nos fornecerá a graça necessária para continuarmos ao longo do sofrimento que enfrentamos (Fp 4:13; Tg 4:6).
Em terceiro lugar, esse tempo de sofrimento é apenas por “um pouco” comparado à glória eterna que está chegando (v. 10b). Em breve terminará. Saber disso lhes daria um propósito de coração para continuar no caminho.
Em quarto lugar, Pedro diz: Ele mesmo vos aperfeiçoará, confirmará, fortificará e fortalecerá”. Eles também precisavam ter em mente que esses sofrimentos estavam sendo usados ​​por Deus para edificar o caráter Cristão neles. Assim, era importante verem a mão de Deus em suas provações; isso daria incentivo adicional para continuarem.

V. 11 – É adequado que Pedro terminasse com uma doxologia de louvor (acho que tem de repetir a N. do Tradutor sobre doxologia): A Ele seja a glória e o poderio pelos séculos dos séculos. Amém” (JND). Os séculos dos séculos referem-se ao estado eterno quando Satanás estará no lago de fogo (Ap 20:10) e o tempo de sofrimento dos santos terminará (1 Co 15:24-28; 2 Pe 3:12-13; Ap 21:1-8).

O Leão que Ruge

O Leão que Ruge

V. 8 – Ele prossegue mostrando que se nos recusarmos a nos humilhar sob a mão de Deus e não lançarmos nossos problemas e provações sobre o Senhor, ficaremos vulneráveis ​​aos ataques do leão que ruge – o diabo. Ele diz: Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar”. Assim, Pedro queria que estivéssemos conscientes dos movimentos desse inimigo. A vigilância aqui não é a de esperar o Senhor vir (o que certamente devemos fazer – Lc 12:37; Tt 2:13, etc.), mas a de observar os ataques do inimigo. Não devemos nos ocupar com o inimigo – nossa ocupação é com Cristo –, mas devemos estar alertas e precavidos em relação às táticas do inimigo (2 Co 2:11). As palavras “humilhai-vos” (v. 6), “sede sóbrios” (v. 8), “vigiai” (v. 8) e “resisti” (v. 9) estão todas no tempo aoristo no grego, que é um estado de haver feito algo definitivamente, conforme nota de rodapé da tradução J. N. Darby. Assim, a prontidão em relação ao nosso adversário é para ser um estado permanente; não é algo que retomamos no momento em que Satanás ataca – assim poderia ser tarde demais!
Pedro deixa claro que o objetivo de Satanás é “devorar” (ARA) os Cristãos. Podemos perguntar: “Em que sentido o diabo devora um Cristão?” Ele certamente não pode tirar de nós a salvação da nossa alma; ela está eternamente segura pelo que o Senhor Jesus consumou na cruz (Jo 10:28-29). Mas Satanás pode destruir nossas vidas no que diz respeito ao nosso testemunho. Ele pode aterrorizar o crente ao ponto dele desistir do caminho e todos os que virem isso zombarão do Cristianismo e do Senhor (Lc 14:29-30). A principal maneira de Satanás aterrorizar os santos é por meio da perseguição. Ele trabalha “bramando como um leão” para persegui-los, mas essa não é a única maneira em que ele age.  Como Pedro mostra aqui, ele leva homens orgulhosos e também se lança sobre pessoas desencorajadas.
V. 9a – Pedro diz: Ao qual resisti firmes na fé”. Devemos resistir ao diabo, mas não na energia da carne. Não somos chamados a lutar contra o diabo, nem devemos dialogar com ele. Nós “resistimos” ao diabo, permanecendo firmes em fé, nas nossas convicções que são fundadas na Palavra de Deus. Quando resistimos firmes sob esses ataques especiais do diabo, ele “fugirá” de nós! (Tg 4:7).

Satanás treme quando vê
O mais fraco dos santos ajoelhado!


Devemos encomendar nossas vidas a Deus em oração e lembrar que Ele está acima de todas as circunstâncias, e se o diabo incitar homens para nos perseguir, eles só poderão nos fazer o que Deus permitir, em Sua poderosa providência (Lm 3:37).  E se formos chamados a morrer como mártires para Cristo, devemos seguir o exemplo dos santos que já se foram, que foram “fiéis até a morte” (Ap 2:10; 12:11). Recusando-nos a renegar a fé, “venceremos” este adversário e obteremos a “vitória” para o Senhor, porque todas as suas tentativas malignas de nos fazer desistir no caminho da fé falharam (Ap 15:2).

O Rebanho

O Rebanho

Vs. 5-11 – Pedro se dirige ao rebanho. Ele os exorta quanto à necessidade de humildade e expressa dependência de Deus. Ele diz: “Semelhantemente vós, mancebos, sede sujeitos aos anciãos; e sede todos sujeitos uns aos outros, e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Humilhai-vos pois debaixo da potente mão de Deus, para que a Seu tempo vos exalte; Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós”. Se o rebanho deve prosperar espiritualmente, deve haver uma condição feliz de paz e amor existindo entre os santos. Pedro nos diz que isso é alcançado por adotar “humildade” uns para com os outros. Todos temos um papel a desempenhar contribuindo para essa feliz condição que deve estar entre o povo de Deus estando “revestido de humildade”.
Os irmãos “mancebos” são especificamente chamados a serem “sujeitos” aos seus irmãos mais velhos. A tradução das versões King James e a Almeida Revista e Corrigida implica que os mais velhos também devem estar sujeitos aos mais novos (“sede todos sujeitos uns aos outros”), mas isso seria impróprio. Uma melhor tradução da passagem mostra que Pedro está exortando “todos” os santos (o que incluiria os irmãos mais velhos) a “revestirem-se de humildade”. Toda a companhia Cristã deve ser marcada por esta grande característica moral que foi tão perfeitamente mostrada no Senhor Jesus. Ele é o único Homem que sempre teve o direito de Se exaltar – mas a Escritura diz: “E, achado na forma de homem, humilhou-Se a Si mesmo” (Fp 2:8). Alguns parecem pensar que a humildade é pensar mal de si mesmo e sair por aí se depreciando, mas na verdade é não estar pensando em nós mesmos de forma alguma! Uma pessoa verdadeiramente humilde tem a si mesma fora de cena – seja em importância própria ou em auto piedade.
Visto que o orgulho é odioso para Deus, um homem orgulhoso certamente encontrará o julgamento governamental de Deus. Pedro diz que Deus resiste aos soberbos” e resiste àqueles que têm planos de se sobressair entre seus irmãos. Para nos protegermos contra esse mal em nossos corações, Pedro diz: Humilhai-vos pois debaixo da potente mão de Deus” (v. 6). Isso é algo que todos devemos fazer, e se não o fizermos, Deus fará isso ordenando uma circunstância humilhante em nossas vidas. Pedro nos assegura que aqueles que se humilharem serão exaltados “a Seu tempo”, quando o Senhor vier e estabelecer Seu reino. Se o sofrimento deve ser recompensado por glória naquele dia vindouro (v. 4), a humildade será naquele dia recompensada pela exaltação (v. 6).
Além de revestir-nos em humildade, Pedro diz que também precisamos lançar sobre Ele toda a vossa ansiedade” (v. 7). O caminho da fé tem seus altos e baixos, e certamente nos encontraremos com algo desencorajador ao longo do caminho. Mas como as misericórdias de Deus são novas a cada manhã (Lm 3:22-23), todos os nossos problemas e provações podem ser levados ao Senhor em expressa dependência, e Ele nos ajudará por meio deles. O salmista disse: Lança o teu cuidado sobre o Senhor, e Ele te susterá” (Sl 55:22).
A provação a que Pedro está especialmente se referindo aqui é a perseguição. Os santos naqueles dias estavam passando pelo fogo da aflição a esse respeito e precisavam de conforto e consolação. Essas provações não foram enviadas por Deus, mas foram, no entanto, permitidas por Ele. Pedro diz que eles deveriam valer-se da provisão que Deus lhes havia feito, lançando suas cargas sobre o Senhor. Enquanto aqui o contexto é perseguição, sabemos que o desânimo pode vir de qualquer parte. Quando isso acontece, a solução é a mesma – devemos colocá-lo sobre o Senhor e deixar que Ele carregue o peso por nós.

Assim, Pedro tocou em dois perigos opostos dos quais devemos nos resguardar – de estarmos inchados de orgulho ou de sermos lançados em desânimo. Essas coisas devem ser enfrentadas nos humilhando sob a potente mão de Deus (v. 6) e lançando todos os nossos cuidados sobre Ele (v. 7).

O Trabalho dos Anciãos

O Trabalho dos Anciãos

Vs. 2-3 — Pedro menciona três coisas que os anciãos[1] devem fazer:

PASTOREAR O REBANHO (v. 2a) – A primeira coisa era Apascentar o rebanho de Deus”. Ao exortar os anciãos (Pedro se inclui como um deles), é claro que ele nunca esqueceu o que o Senhor lhe disse: “Apascenta as Minhas ovelhas” (Jo 21:16). Sabendo que havia uma grande necessidade desse trabalho entre os santos, ele exortou esses anciãos a se empenharem nesse trabalho de amor. É triste dizer que isso não foi seguido na história da Igreja. A ruína do testemunho Cristão que existe hoje pode ser atribuída em grande parte aos anciãos que se desviaram e não fizeram o seu trabalho com fidelidade (At 20:29-30; 3 Jo 9-10; Ap 2-3 – “o anjo”). Podemos afirmar que a necessidade de pastorear o povo de Deus é hoje maior do que nunca. Que o Senhor levante muitos desses pastores.
A versão King James esta frase: “Alimente o rebanho de Deus”, mas “alimentar” é muito restritivo. Apascentar é mais do que alimentar – dando aos santos alimento espiritual (ensinando). Isso inclui alimentá-los, mas também envolve guiá-los, aconselhá-los, visitá-los e ajudá-los em seus problemas e necessidades temporais. Tendo adquirido experiência no caminho da fé, os anciãos devem compartilhar sua sabedoria aos santos com o objetivo de ajudá-los a seguir juntos espiritualmente, e, em paz. Este trabalho requer discernir “o estado” do rebanho, de modo a ministrar adequadamente às suas necessidades (Pv 27:23).

EXERCER SUPERVISÃO PARA O BEM DO REBANHO (v. 2b) – A segunda coisa é tendo cuidado dele”. Isso se refere principalmente às responsabilidades administrativas em uma assembleia local. Apascentar o rebanho pode ser feito em qualquer lugar onde os santos são encontrados, mas a supervisão administrativa é puramente um trabalho local. Isto é, deve ser realizado na assembleia na localidade onde os anciãos vivem. Eles devem assumir a liderança em assuntos espirituais envolvendo recepção, disciplina, etc.
Este é um trabalho que os anciãos devem fazer “voluntariamente”, não por “força”. Portanto, não é para ser realizado no sentido de uma obrigação, mas de algo feito para o Senhor, e motivado pelo amor e compaixão pelos santos. Também não deve ser feito por “torpe ganância” financeira, embora eles possam às vezes receber ajuda monetária da assembleia (1 Tm 5:17-18). Assim, eles deviam alimentar o rebanho, não tosquiá-lo!

SER EXEMPLO PARA O REBANHO (v. 3) – A terceira coisa é que os anciãos devem servir de exemplo [modelo] para o rebanho” em caráter moral. Os santos precisam aprender a verdade, o que Deus faz por meio de mestres dotados (1 Co 12:28; Ef 4:11), e se necessário, por meio dos anciãos (Tt 1:9). Mas aos santos também é preciso mostrar-lhes a verdade na prática. Os anciãos, portanto, devem assumir a liderança e demonstrar a conduta Cristã adequada perante os santos e, assim, dar-lhes um exemplo a seguir. O apóstolo Paulo disse: “jamais deixando de vos anunciar... Tenho-vos mostrado... (At 20:20, 35).
Pedro adverte os anciãos do perigo de “dominar” o rebanho e tratá-lo como sua “herança”. A nota de rodapé da Tradução J. N. Darby diz: “Vendo os santos como algo que pertence a você… o rebanho não era para ser tratado como 'possessão’ dos anciãos”. Os anciãos devem sempre ter em mente que é “o rebanho de Deus que eles estão pastoreando. O rebanho é de Deus; não deles. Enquanto os clérigos (os chamados pastores e ministros da Cristandade) frequentemente falam de uma congregação de Cristãos como “seu” rebanho, a Escritura não diz nada sobre um sub-pastor tendo tal posição. Não há nenhuma sugestão aqui, nem em qualquer outro lugar na Escritura, de uma ordem clerical governando arbitrariamente sobre os leigos. O ponto simples de Pedro aqui é que os anciãos não devem governar os santos de maneira dominadora. Os anciãos devem ser respeitados, mas não devem exigir esse respeito; eles devem ganhá-lo.
Na Escritura, quando o trabalho dos anciãos está em vista, eles são sempre mencionados no plural (At 20:28; 1 Tm 5:17-18, etc.). (Quando suas qualificações morais estão em vista, elas estão no singular – 1 Tm 3:1-8; Tt 1:6-9, etc.) Isso ocorre porque quando há vários homens envolvidos no trabalho em uma localidade, eles podem ser verificadores e ponderadores uns dos outros. Assim, há uma maior imunidade contra um homem que se levanta e leva os santos atrás de si na direção errada. Um único homem presidindo sobre os santos não é bíblico e é potencialmente perigoso. Como mencionado, ele poderia se deixar levar por sua importância própria e causar danos ao rebanho. Este foi o caso de Diótrefes (3 Jo 9-10). Além de ser cheio de compaixão e sacrifício próprio – como visto no bom Pastor (Mt 9:36; Mc 6:34; At 20:35) – um pastor deve ser humilde (v. 5).
V. 4 – Para o encorajamento de todos que realizam este trabalho, que às vezes pode ser um trabalho ingrato, Pedro lembra-lhes que o desempenho fiel deste serviço terá a sua feliz recompensa. Ele diz: “E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa de glória”. O pastorear, feito à maneira de Deus, não levará ninguém ao destaque hoje em dia – ele é em geral um trabalho silencioso feito entre os santos em um nível pessoal. Mas a sua recompensa num dia vindouro certamente será algo público. A afirmação de Pedro aqui parece estar dizendo que as recompensas (coroas) serão recebidas pelos santos na Aparição de Cristo, mas a Escritura ensina claramente que as recompensas pelo serviço fiel serão dadas no tribunal de Cristo, que ocorrerá após os santos serem levados para o céu no Arrebatamento (Mt 25:19-23; Lc 19:15-19; 1 Co 4:5; Ap 4:4 – os santos têm suas “coroas” antes do início das aflições da tribulação). Pedro certamente não estaria contradizendo isso; portanto, ele deve estar se referindo à manifestação pública de nossas recompensas em “glória”, que ocorre na Aparição de Cristo e durante Seu reinado no reino milenar, naquilo que é chamado de “o dia de Cristo” (Fp 1:6, 10; 2:16, etc.).



[1] N. do T.: O Novo Testamento usa três palavras gregas para identificar a pessoa que faz essa obra de cuidado: ancião (presbuteroi), bispo (episkopoi) e pastores ou guias (hegoumenos). Não são três posições diferentes na assembleia, mas sim três aspectos de um mesmo trabalho que esses homens fazem.

Os Anciãos

Os Anciãos

V. 1 – Uma coisa que se destaca neste trabalho de pastorear o rebanho de Deus é que são os “presbíteros [anciãos – AIBB] que são ordenados a fazê-lo. A palavra “ancião” implica experiência e maturidade, que são tão necessárias para este trabalho. Quando o conselho e o encorajamento vêm de alguém que experimentou as vicissitudes e provações da vida Cristã, ele tem peso moral com os santos e, como resultado,  estarão mais inclinados a recebê-lo. Desnecessário dizer que este trabalho não é para um “neófito”. Paulo adverte dos tais sendo levados pela importância própria e sendo “ensoberbecido” com orgulho e caindo “na condenação do diabo” (1 Tm 3:6; Pv 16:18, 29:23; At 15:6). Um neófito é um novo convertido, mas isso talvez possa incluir alguém que não amadureceu na fé como deveria, e, consequentemente, é um “bebê” (Ec 10:16; 1 Co 3:1 – JND; Ef. 4:13-14 – JND; Hb 5:12-14 – JND).
Antes de exortar os anciãos quanto às especificidades deste trabalho, Pedro menciona duas coisas que todo sub-pastor deve manter diante de si para que ele seja eficiente – “os sofrimentos de Cristo” (ARA) e “a glória que se há de revelar”. Pedro já referiu-se a estas duas coisas algumas vezes na epístola, mas por diferentes razões. Aqui, está em conexão com a manutenção dos anciãos em seu trabalho.
“Os sofrimentos de Cristo” aqui não são os sofrimentos expiatórios do Senhor, mas sim Seus sofrimentos de martírio, os quais todos compartilhamos em certa medida, se servimos a Deus fielmente. Isto é colocado diante dos anciãos como um modelo, porque, assim como quando o Senhor pastoreou o rebanho de Deus em Seus dias e não foi apreciado, sendo rejeitado por todo o bem que Ele fez (Zc 11:4-14; Jo 10:1-18), eles também encontrariam oposição similar. Os sofrimentos do Senhor são o exemplo perfeito de como os anciãos devem lidar com os equívocos e males que podem encontrar ao cuidar do rebanho. Aqueles que fazem este trabalho precisam estar preparados para isso, porque Satanás faz daqueles que pastoreiam o povo de Deus, um objeto especial de seus ataques. No caso do Senhor, Satanás veio contra Ele no jardim do Getsêmani em um ataque especial (Jo 14:30; “estando em conflito” Lc 22:44 – JND, 53). Esse foi um esforço máximo para afastá-Lo de fazer a vontade de Deus em ir para a cruz. Quando os judeus O prenderam e O entregaram às autoridades romanas, Ele Se submeteu aos seus maus-tratos:As Minhas costas dou aos que Me ferem, e as Minhas faces aos que Me arrancam os cabelos” (Is 50:5-7). Ele não Se defenderia, mas deixaria que Deus O justificasse em Seu devido tempo – o que aconteceu em Sua ressurreição e ascensão (Is 50:8). Quando O crucificaram, Ele “suportou a cruz” pacientemente e desprezou a vergonha (Hb 12:2). Tal foi o exemplo perfeito do “bom Pastor” que deu Sua vida pelas ovelhas (Jo 10:11). Ele é o Modelo para todos os que pastoreiam o povo de Deus.
“A glória que se há de revelar” refere-se ao tempo em que Cristo vai Ser provado inocente publicamente em Sua Aparição. Assim, o sub-pastor que faz o seu trabalho com fidelidade, embora seja frequentemente pouco apreciado, naquele dia será amplamente compensado em “glória” (v. 4). O servo, portanto, deve manter seus olhos naquilo que está à frente; isso o sustentará e dará motivação para continuar em serviço fiel.

O papel de um ancião/bispo não é algo para o que os homens se nomeiam, nem é um ofício para o qual a assembleia os designa. Pelo contrário, eles são levantados pelo Espírito Santo para fazer este trabalho para o Senhor (At 20:28). Esses homens serão conhecidos por suas qualificações morais e pelo trabalho que fazem. A assembleia deve “reconhecê-los” (1 Co 16:15; 1 Ts 5:12), “estimá-los” altamente (1 Ts 5:13), “honrá-los” (1 Tm 5:17), “lembrar-se deles” (Hb 13:7a), “imitar” sua fé (Hb 13:7b), “obedecê-los” (Hb 13:17a), “sujeitar-se” a eles (Hb 13:17b) e “saudá-los” (Hb 13:24). Mas em nenhum lugar na Escritura é dito à assembleia para escolhê-los e ordená-los! Isto é simplesmente porque a assembleia não tem autoridade de Deus para fazê-lo. Ainda assim, apesar desse fato, as igrejas Cristãs em toda parte escolhem e nomeiam seus anciãos! Tal é a confusão que existe nas ruínas do testemunho Cristão. Quando os anciãos eram escolhidos e ordenados na Escritura, eram sempre escolhidos “para” uma assembleia por um apóstolo (At 14:23 – Tradução W. Kelly). Ou por alguém delegado por um apóstolo (Tt 1:5). Aqui está a sabedoria de Deus; isso impede que a assembleia escolha líderes que favoreçam as inclinações do povo e, assim, tenha controle sobre os que estão na supervisão.

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