NOVOS
RELACIONAMENTOS CRISTÃOS
Capítulos 1:13-2:17
Neste ponto da epístola,
Pedro inicia várias séries de exortações práticas baseadas na verdade que ele
declarou nos versículos precedentes. Essas exortações continuam até o final da
epístola. Esta alteração de doutrina para exortação é marcada por um ponto
fundamental, “Portanto”. Ele diz: “Portanto, tendo cingido os lombos da vossa
mente, ficai sóbrio e esperai com perfeita firmeza a graça que vos será trazida
na revelação de Jesus Cristo” (v. 13 – JND). Esta admoestação de abertura tem a ver com os
santos estando em um estado de alma correto, de modo que responderiam
apropriadamente às exortações que Pedro estava prestes a dar.
“Cingindo
os lombos” é uma figura tirada das vestimentas que eles usavam
nos tempos antigos. As pessoas naquela época se preparavam para o trabalho
unindo e amarrando suas roupas soltas com um cinto que envolvia a cintura e a
área do quadril (os lombos). Isto é usado na Escritura em um sentido espiritual
para necessidade dos santos de se preparar para agirem nas coisas divinas. Os
lombos do nosso “entendimento [mente – JND]” sendo cingidos significa que não devemos permitir que nossos
pensamentos voem em todas as direções, mas que devemos estar focados nos
interesses de Cristo e preparados para servi-Lo.
Ser “sóbrio”
também é importante; tem a ver com o reconhecimento de que a vida na Terra é
breve e, portanto, devemos ser encontrados usando
nosso tempo com sabedoria em vista da eternidade (Sl 90:12).
“Esperai
com perfeita firmeza” é não permitir que nossa confiança vacile em relação à certeza de
nossa esperança de sermos glorificados como
Cristo, e sermos exibidos com Ele
no dia de Sua manifestação (Sua Aparição), que Pedro chama de a “revelação de Jesus Cristo”. O fato de Pedro dar essa exortação mostra que há um
perigo real de nos distrairmos em nossas vidas Cristãs e nos estabelecermos nas
coisas terrenas. A “graça” que nos
será trazida na Aparição de Cristo (v. 13) não poderia ser a “graça” da salvação da nossa alma (v.
10) porque já a temos agora. Nem poderia ser a glorificação de nossos corpos
quando recebermos nossa salvação completa (v. 5) porque isso terá acontecido no
Arrebatamento. A graça a qual Pedro está se referindo aqui é o privilégio de
reinar com Cristo em Seu reino (Ap 20:4) e, assim, sermos manifestados com Ele
diante do mundo (2 Ts 1:10).