Fazendo a
Vontade de Deus
“A vontade
de Deus” deve ser a fonte da vida moral de todo
Cristão. Fazer Sua vontade deve ser um compromisso dentro de nossos corações e
mentes. O Senhor é nosso grande Exemplo aqui. Ele disse: “Eis
aqui venho (no princípio do livro está escrito de Mim), para fazer, ó Deus, a Tua
vontade” (Hb
10:7). Ele também disse: “Porque Eu desci do céu, não para
fazer a Minha vontade, mas a vontade daqu’Ele que Me enviou” (Jo 6:38).
Mas fazer a vontade de Deus custou muito ao Senhor. Em relação ao cálice do
juízo, que desejou que passasse d’Ele
para não o beber, Ele submeteu Sua vontade a Deus, e disse: “todavia, não seja
como Eu quero, mas como Tu queres” (Mt 26:39).
Ele tomou o cálice da mão do Pai e em perfeita obediência foi até a cruz e o
bebeu (Jo 18:11) – e somos gratos por Ele ter feito isso, pois se não o tivesse
feito, Deus não poderia nos salvar!
Para nós, o sofrimento “na carne” envolve a recusa das
concupiscências e seduções do pecado, e isso resulta no deixar de pecar. Se
gratificarmos a carne, não sofremos, mas pecamos, e
isso desagrada ao Senhor e nos dá uma má consciência. Portanto, esse tipo de
sofrimento é diferente dos sofrimentos até agora tratados na epístola.
Sofrer por causa da consciência (cap. 2:19) e sofrer por causa da justiça (cap.
3:14), são sofrimentos que vêm sobre nós pela hostilidade de pessoas más e ofensivas
– mas aqui o sofrimento é auto infligido, por assim dizer. Escolhemos fazer a
vontade de Deus e isso envolve recusar os desejos pecaminosos da carne; como resultado, sofremos. Isso não deve
significar que o sofrimento na carne é um estilo de vida monástico, no qual não
há alegrias. Pelo contrário, andar no caminho de fé no serviço do Senhor (no
qual enfrentamos o sofrimento de fora e dentro) é a vida mais feliz que uma
pessoa pode ter. Isso pode parecer contraditório, mas é um fato.
O versículo 2 mostra que
Deus tem uma razão muito boa para que deixemos de pecar – é para que possamos
ser usados no serviço do Mestre. O sofrimento na carne nos deixa livres para
fazermos a vontade de Deus. Assim, o Cristão deve gastar “o tempo que nos resta”, não mais perseguindo prazeres pecaminosos
que são apenas por um tempo (Hb 11:25), mas fazendo “a vontade de Deus”.