Dois
Aspectos do Gozo
Vs. 13 – Para encorajá-los a confessarem a Cristo corajosamente,
Pedro fala de dois aspectos do gozo que eles teriam. Eles teriam um gozo futuro quando da “revelação
da Sua glória” no Sua Aparição. Naquele
tempo, Cristo virá com Seus santos celestiais (1 Ts 3:13; Jd 14) e sua
recompensa por se identificarem com Ele no tempo de Sua rejeição será mostrada
diante do mundo. Eles “se exultarão cheios de júbilo” (TB).
Assim, cada pequena porção de sofrimento pelo nome de Cristo nos dias de hoje
será compensada naquele dia.
Vs. 14 – Eles também teriam
um gozo presente no meio de sua
provação. Pedro acrescenta: “Se pelo nome de Cristo sois
vituperados, bem-aventurados sois”. Isto porque Cristo é “glorificado”
por meio da nossa confissão d’Ele e há um gozo especial em confessar a Cristo, o
qual é conhecido apenas por aqueles que o fazem. Paulo e Silas são um exemplo
aqui. Quando eles estavam em Filipos, eles pregaram a Cristo e,
consequentemente, foram espancados e lançados na prisão – ainda assim cantaram
louvores a Deus na cadeia! (At 16:22-25)
Em tais situações, o “Espírito” de Deus repousa com
aprovação “sobre” o crente e presta
um testemunho poderoso para todos ao redor. Isso é algo que o próprio crente
pode nem mesmo estar consciente. Compare com Êxodo 34:29 – “Moisés
não sabia que a pele do seu rosto resplandecia”. Estêvão é o exemplo do Novo Testamento (At 6:15). J. N. Darby
apropriadamente disse: “Nunca deixe de confessar a Cristo; isso fará com que
seu rosto brilhe”. Esta passagem mostra que o Espírito de Deus não apenas
habita nos crentes (Jo 14:17; At 2:4;
2 Tm 1:14; Tg 4:5), mas Ele também repousa sobre
os crentes.
Não é aconselhável, mas esse
tipo de sofrimento pode ser evitado ao não confessar a Cristo diante dos homens
– mas nosso poder no testemunho e nosso gozo se perderão. Vemos disso que o
fogo da perseguição não destrói a Igreja de Deus. De fato, quanto mais a Igreja
é chamada a sofrer por Cristo, com mais força ela cresce espiritualmente! (2 Ts
1:3-4) Compare Êxodo 1:12. É triste dizer que é a contenda interna, não
perseguição, que destrói o testemunho da Igreja.
Deus usa a pressão das
provações para nos fazer crescer espiritualmente (Sl 4:1 – JND). Tem sido dito
que os santos progridem espiritualmente
em três provações principais:
- Pobreza.
- Perseguição.
- Doença.
Vs. 15-16 – Pedro diz que, por outro
lado, se sofrermos como um “malfeitor”,
há motivo para nos envergonharmos; desonramos o nome de Cristo. Mas se
sofrermos “como Cristãos” (isto é,
por sermos Cristãos), não deveríamos nos envergonhar, pois é uma honra sofrer
por Ele. Pode parecer estranho que Pedro falasse de um “intrometido” ao lado de um “homicida”, etc. Mas isso apenas mostra
que um Cristão pode cometer qualquer pecado do catálogo, se sair da comunhão
com o Senhor, porque ele ainda tem em si a natureza caída pecaminosa; não
melhora por nascer de novo (Jo 3:6).